GURGEL, Manoel Joaquim do Amaral, padre

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N. Itu, séc. 18. F. Piracicaba, séc 19. Vigário de Piracicaba. Tomou posse do cargo em julho de 1804, exercendo-o durante uma dúzia de anos, até agosto de 1816. Informa Nardy Filho (em Krähenbühl, 1955) que ele foi o primeiro vigário colado de Piracicaba, isto é, com direito a côngrua e inamovível. Ao deixar o paroquiato, seu irmão, padre Miguel Joaquim do Amaral Gurgel, o substituiu, permanecendo como vigário da Paróquia de Piracicaba até 1832, segundo a mesma fonte. O padre Miguel Joaquim faleceu igualmente em Piracicaba. Em 1827, quando a paróquia de Piracicaba foi constituída em câmara eclesiástica, o padre Manoel Joaquim foi nomeado seu primeiro vigário de vara, permanecendo nesse posto até seu falecimento. A documentação histórica piracicabana do século 19 tem dois registros importantes ligados ao padre Manoel Joaquim. O primeiro é o titulo de venda, a 27.3.1816, de “vasta extensão de terra, na qual compreendia a Fazenda Monte Alegre e seu engenho, passado ao vigário Manoel Joaquim do Amaral Gurgel, por d. Maria de Meira Siqueira, genro e filhos - viúva e herdeiros do sargento-mor Carlos Bartolomeu de Arruda -, fazendo parte da sesmaria que este possuía na freguesia de Piracicaba” (Guerrini, 1970). O segundo documento, assinado pelo padre Manoel Joaquim e pelo capitão-comandante de Piracicaba, Domingos Soares de Barros, é o atestado de veracidade juntado a 17.6.1816 a um pedido dos moradores locais ao governador da Capitania, no sentido de que a freguesia fosse elevada à condição de vila (Neme, 1940). A 31.7.1816 o padre Manoel Joaquim vendeu sua fazenda Monte Alegre a Nicolau Pereira de Campos Vergueiro (v.) e seu sócio, brigadeiro Luiz Antônio de Souza.



Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.