GONZAGA, Luiz Dias

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N. 1898. F. séc. 20. Político, fazendeiro, pecuarista. Líder inconteste e personalidade de primeira grandeza no passado político e governamental de Piracicaba, foi quatro vezes prefeito do município e deputado estadual de 1951 a 1954. Em 1930- 31 figurava na lista dos principais produtores de café de Piracicaba, com 110 mil cafeeiros, em sua fazenda de Ibitiruna. “Um dos mais fortes e severos prefeitos de todos os tempos, ao estilo dos caudilhos” (Elias Netto, 2000), começou a se impor no meio político na década de 30, quando igualmente teve início a ascensão de José Vizioli (v.) e Jorge Pacheco e Chaves (v.). Alguns anos antes, Gonzaga foi um dos protagonistas de um acontecimento trágico: em rixa entre um seu protegido, o panfletista Belmiro Morais Lima (“Belmiro Morro Grande”) e um grupo de estudantes de agronomia e odontologia, Gonzaga atirou no estudante Capucho, matando-o. Levado a julgamento, o júri o absolveu (Elias Netto, 2000). Após a vitória de Getúlio Vargas na Revolução de 1930, assumiu como interventor a prefeitura em 1930-31 e em 1932. Os vereadores o elegeram prefeito para o período de 1936 a 1938. Em 1947, pertencendo à União Democrática Nacional (UDN) e acatado como um dos seus líderes, foi eleito pela coligação desta com o Partido da Representação Popular (PRP) e ocupou novamente a prefeitura, de 1948 a 1951. Deixou a UDN para ingressar no partido de Adhemar de Barros (v.), o Partido Social Progressista (PSP), e ao ser eleito deputado estadual a 8.2.1951 renunciou à prefeitura. Em 1955 lançou-se novamente como candidato a prefeito, mas foi derrotado por Luciano Guidotti (v.), encerrando-se assim a era do “gonzaguismo” em Piracicaba. Suas passagens pela prefeitura foram marcadas por várias realizações importantes. Em 1938, deu-se a construção e a inauguração do Monumento ao Soldado Constitucionalista, na praça José Bonifácio, à frente do antigo Teatro Santo Estevão. Fez o primeiro trecho asfaltado da avenida Armando Salles de Oliveira, entre as ruas Prudente de Moraes e XV de Novembro. Fez estradas na zona rural e criou o Serviço Médico Rural, instalando doze postos de atendimento. Liderou em 1948 a reforma do estádio do E. C. XV de Novembro. Estimulou as obras da construção da Catedral. Desapro-priou o terreno onde o Colégio Salesiano Dom Bosco foi erigido. Participou da criação da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Piracicaba em 9.7.1933, tendo sido seu presidente tanto da diretoria provisória como da diretoria definitiva da associação, de 1933 a 1937, reeleito cinco vezes. Pertenceu à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia desde os tempos da provedoria de Oscarlino Dias (1915-20, v.). Denomina-se Luiz Dias Gonzaga a rodovia vicinal que liga Piracicaba e Anhumas, cortando toda a região oeste do município (PI-040), construída de 1984 a 1987. Residente em imponente casarão na esquina das ruas Alferes José Caetano e Dom Pedro II, Luiz Dias Gonzaga foi pai de Bento Dias Gonzaga e Mariazinha Gonzaga Fugatti. O filho Bento (f. 28.7.2000) foi igualmente político influente na Piracicaba do século 20. Eleito deputado estadual em duas legislaturas, participou do bloco de Jânio Quadros na Assembléia Legislativa. Presidiu o E. C. XV de Novembro (1960-61) e foi proprietário da revista piracicabana “Mirante”. Candidatou-se à prefeitura, mas às vésperas da eleição de 1963, após vários incidentes em que se envolveu, desistiu da candidatura. O vencedor foi seu adversário, Luciano Guidotti (v.).



Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.