FISCHER, Oswaldo de Almeida

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N. Piracicaba, 22.12.1916. F. Brasília, DF, ? C. 2as núpcias c. Irany Corazza de Almeida Fischer. Ff: Valner, Valnete, Valnides, Valnira. Escritor, jornalista, advogado, funcionário público, professor. Diplomou-se pelo curso primário do grupo Escolar Barão do Rio Branco e completou o curso ginasial da Escola Normal Oficial (posteriormente Sud Mennucci) de Piracicaba. Ingressou na ESALQ, mas deixou-a quando cursava o 2º ano de Agronomia, para seguir para o Rio de Janeiro a fim de se dedicar ao jornalismo e à literatura. Durante os anos adolescentes vividos em Piracicaba, era ginasiano quando fundou o jornalzinho “O Escolar”, estimulado por Thales de Andrade (v.), então seu professor; participou da fundação da revista “Garota”, fundou o jornal “A Cidade”, de vida efêmera, e passou a escrever crônicas e artigos na “Gazeta de Piracicaba” e no “Jornal de Piracicaba”, ao mesmo tempo em que colaborava em “O Malho”, “Clima” e outras revistas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Seguiu em fins de 1943 para o Rio de Janeiro, levando uma carta de apresentação de Mario Neme (v.) a Rubem Braga. Este o encaminhou a Carlos Lacerda, que lhe deu o primeiro emprego. Trabalhou nos periódicos cariocas “Dom Casmurro”, “O Jornal” e “Vanguarda”. Bacharelou-se em 1948 pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da publicação “Letras e Artes”, de que foi secretário até 1950 e diretor até 1954. Lançou seu primeiro livro, “Horizontes Noturnos” (contos), em 1947. Em 1950, saiu seu segundo livro de contos, “O Homem de Duas Cabeças”, vencedor do prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras. Ingressou nos quadros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 1947, onde ocupou os mais altos cargos. Em 1960 transferiu-se para Brasília. Retornou ao jornalismo em 1962 e no mesmo ano fundou na Capital Federal a Associação Nacional de Escritores, ocupando, primeiro, a vice-presidência desta e depois a presidência. Com o livro “Nova Luz ao Longe”, em 1965, ganhou o Prêmio de Ficção Prefeitura do Distrito Federal. Foi Superintendente de Cultura da Fundação Cultural do Distrito Federal até 1964. Fez parte, durante vários anos, do Conselho Deliberativo da Fundação Cultural de Brasília. Em 1966-68 lecionou Literatura Brasileira na Universidade de Brasília. Em 1970 publicou o romance “O Rosto Perdido” e o livro de crítica literária “O Áspero Ofício”, 1ª série. A 2ª Série desta obra foi editada em 1972 e a 4ª Série em 1980. Ganhou, com o volume inicial, o Prêmio Assis Chateaubriand, da Academia Brasileira de Letras. Recebeu a Medalha de Mérito Cultural da Universidade Federal do Ceará em 1972 e no mesmo ano passou a dirigir um suplemento literário dominical no “Diário de Brasília”, denominado “Enfoque”. Casou-se duas vezes, sendo pai de seis filhos. Em 1980 publicou em Brasília o livro “10 Contos Escolhidos”. “Um autêntico contador de histórias, servido por grandes qualidades artísticas. Seus contos destacam-se pelo equilíbrio, pela interpretação psicológica, pela maliciosa observação das coisas e dos fatos” (Nuto Sant’ Anna). “Almeida Fischer coloca-se entre os mais sérios contistas da nova geração” (Sérgio Milliet).



Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.