DUTRA, Alípio

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N. Jaú, SP, 29.5.1891. F. São Paulo, SP, 24.1.1964. C. 1as núpcias c. Maria José Rolim Dutra e em 2as núpcias c. Anita Leme Dutra. F. de Joaquim Miguel Dutra (v.) e Malvina de Almeida Dutra. Ff.: Leilah, Altair, Stela, Maria Thereza. Diplomata, artista plástico, músico, professor. Irmão dos artistas José Benedicto, João, Antônio de Pádua e Archimedes Dutra (vv.). Nascido em Jaú, mas crescido em Piracicaba, aprendeu a pintar com o pai e os irmãos e formou-se professor pela Escola Complementar de Piracicaba (a futura Sud Mennucci), em 1909. Lecionou desenho na mesma escola (1910-13) e fez em 1912 sua primeira exposição de pinturas. Ganhou prêmio do governo do Estado que possibilitou seu aperfeiçoamento em pintura junto a Baschet, Royer, Laparra e outros renomados mestres da Academia Julien em Paris. Retornou ao Brasil em 1914, expondo suas pinturas na casa Di Franco de São Paulo em 1916. Em 1919 passou a trabalhar em Bruxelas, Bélgica, no Comissariado do Estado de São Paulo, e, ao mesmo tempo, a estudar na “Académie Royale”, após aprovação em concurso. Teve uma breve passagem no Havre, como funcionário do consulado brasileiro, e mudou-se para Paris, onde assumiu o posto de adido comercial adjunto na embaixada do Brasil, sendo admitido, por concurso bastante concorrido (600 candidatos para 20 vagas), na Escola Nacional de Belas Artes. Paisagens e retratos de sua autoria foram expostos com êxito em 1921-22, por duas vezes consecutivas, no Salão dos Artistas Franceses de Paris. O Instituto Brasileiro do Café confiou-lhe em 1926 o cargo de diretor do Instituto do Café do Estado de São Paulo, com a incumbência de dirigir na Europa o programa de propaganda do café do referido instituto. Permaneceu nesse cargo até 1934, quando o Instituto extinguiu o escritório em Paris. O governo francês, em reconhe-cimento por seus serviços concedeu- lhe a cruz de cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra. De volta ao Brasil em 1934, dirigiu a agência do Instituto Brasileiro do Café no Rio de Janeiro. Continuou a pintar e a participar de salões e exposições, com destaque para o Salão Paulista de Belas Artes, onde foi distinguido com a grande medalha de prata (1941), o primeiro prêmio Fernando Costa e a grande medalha de ouro em 1943, o prêmio Aquisição de 1957 e a medalha de honra em 1959. Ganhou o prêmio Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo em 1957 e participou em 1951 e 1953 dos júris de seleção e premiação do Salão Paulista de Belas Artes. Recebeu em 1955 o primeiro prêmio do Salão de Belas Artes de Piracicaba e foi igualmente premiado no Salão Nacional de Belas Artes. Além de pintor, foi flautista dos bons. Seus quadros povoam numerosas pinacotecas oficiais e particulares. De acordo com Velloso (2000), em virtude do seu temperamento boêmio, Alípio se desfazia com freqüência dos quadros que pintava. Seu irmão João Dutra não queria vender uma pintura de sua autoria, quando Alípio, segundo a fonte citada, lhe disse: “Vende, João, isso é estopa pintada, e nós temos facilidade de fazer mais!” Alípio Dutra integrou o Conselho de Orientação Artística do Estado de São Paulo. Publicou “L’industrie du froid au Brasil” (1922, Paris), “Empréstimos brasileiros em França” e deixou inédito um livro sobre Almeida Junior. Em 1973 uma rua ganhou a denominação de Alípio Dutra no Rio de Janeiro, RJ.



Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.