CAMPOS, Erotides de (Erotides Jonas de Campos Neves)

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N. Cabreúva, SP, 15.10.1896. F. Piracicaba, 20.3.1945. Compositor, músico, professor. C.c. Maria Benedita Germano de Campos (Tita), n. 1896 e f. 24.1.1993. Filho do músico, professor de música e diretor de banda e conjuntos musicais Antônio Benedito da Silveira e de Francisca da Silveira Neves. Destacou-se pela precocidade nos estudos e na música, sendo aluno de piano, a partir dos 8 anos, da pianista e poetisa Francisca Júlia da Silva (1871-1920). Tocava flauta e flautim desde os nove anos e chegou a organizar uma banda de música infantil. Deixou Cabreúva em 1905 para estudar no internato do Liceu Coração de Jesus, na capital paulista. Vítima de tifo em 1907, teve de deixar de estudar no Liceu. Datam desse ano as suas primeiras composições: três dobrados e uma ária. No ano seguinte, passou a morar em Piracicaba, juntamente com um tio, estudando e trabalhando para se manter. Ingressou em orquestra que tocava nos cinemas e foi aluno da Escola Normal Oficial de 1915 a 1918, tendo como professor de música e incentivador o maestro Fabiano Rodrigues Lozano (v.). Em meio ao estudo e à participação em conjuntos musicais que tocavam em cinemas, bailes e festas, encontrava tempo para jogar futebol, tendo sido um dos fundadores do E. C. XV de Novembro, que o elegeu como 1º Secretário da sua primeira diretoria. Lecionava música e fazia arranjos e composi-ções para a editora Campassi & Camin de São Paulo. Em 1917 fez a valsa “Mariinha”, com letra de Elias de Mello Ayres (v.), sua primeira composição impressa, em edição da Casa Tommasi de São Paulo, datada de 1918. Após receber seu diploma de professor, em 1919 passou a lecionar, nomeado por concurso, em São Carlos, onde organizou a orquestra do cinema local. Lecionou depois em Tanquinho e Dois Córregos, casou-se (1921) e tornou-se professor de música da Escola Normal de Piraçununga (1923). Compôs então a valsa que o consagraria mundialmente, dedicando-a à filha do prefeito da cidade, Fernando Costa: a “Ave Maria”. De volta a Piracicaba em 1932, lecionou física e química na Escola Normal. Presidiu a Sociedade São Vicente de Paulo local e atuou como flautista em orquestras, notada-mente na Orquestra Piracicabana, nos anos 40. Compôs mais de 230 músicas ao longo de sua vida, boa parte das quais está reunida no livro organizado por José Carlos de Moura “Alvorada dos Lírios” (1996). Artistas, conjuntos e orquestras famosos gravaram suas músicas, notadamente a valsa- serenata que o celebrizou, a “Ave Maria”. Em 1945, ano do seu faleci-mento, saiu a coletânea de canções escolares que fez com Anísio Ferraz Godinho (v.) e José Pousa de Toledo (v.), obra que não chegou a ver impressa. O prefácio, intitulado “À memória de um Bom”, resume a sua vida e traz a assinatura de Elias de Mello Ayres, autor de numerosas letras das suas composições. Uma rua da cidade, na Paulista, e um Grupo Escolar no bairro Paraisolândia receberam seu nome. Desde 1961 Piracicaba passou a relembrar anualmente em outubro a vida e a obra do notável musicista na “Semana Erotides de Campos”.


Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.