BYINGTON, Pérola (Pearl Ellis McIntyre Byington)

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N. 3.12.1879. F. New York, EUA, 6.11.1963. C.c. Albert Jackson Byington (v.). Ff.: Albert Júnior, Elisabeth. Irmã de Mary e Lillian McIntyre, ff. dos norte-americanos Robert e Mary Ellis McIntyre, que residiam em Santa Bárbara. Sua mãe lecionou no Colégio Piracicabano e criou em Campinas, SP, o Colégio Progresso Brasileiro (1892). Em 1886 Pearl e sua irmã Mary foram matriculadas no “Kindergarten” do Colégio Piracicabano. Pearl conheceu em 1901 seu patrício Albert. Casaram-se, apesar da oposição materna. Pearl, ou Pérola, como passou a ser chamada, formou- se na Escola Normal da Praça da República, na capital paulista, e lecionou no Grupo Escolar João Kopke, no Bom Retiro. Durante a I Guerra Mundial, esteve nos EUA, onde dirigiu uma secção da Cruz Vermelha Internacional. De volta ao Brasil, tornou-se diretora do Departamento Feminino da Cruz Vermelha Brasileira e secretária desta. Criou em 1930 a Cruzada Pró-Infância, para o atendimento de crianças pobres e carentes. Criou instituições destinadas às mães de crianças pequenas e uma escola para excepcionais. Durante a Revolução Constitu-cionalista, liderou a implantação e o funcionamento de locais de assistência a crianças e familiares dos combatentes. Na década de 40, foi responsável pela criação de um lar-escola para crianças pobres no largo de São Francisco, assim como de berçário e creche. Foi co-fundadora da Sociedade de Medicina Social do Trabalho e ganhou o título de membro honorário da Sociedade Brasileira de Pediatria. A Câmara Municipal de São Paulo atribuiu-lhe o título de Cidadã Paulistana. Construiu e fez funcionar, na praça paulistana que hoje tem seu nome, o Hospital Infantil e Maternidade da Cruzada Pró-Infância, onde há uma herma em sua homenagem. O filho do casal Byington, Albert Jackson Byington Jr., n. 1902, casou-se com Elisa Cândida de Arruda Botelho, neta do piracicabano António Carlos de Arruda Botelho (v.), conde do Pinhal, e de Ana Carolina de Mello Oliveira de Arruda Botelho (Sant’Ana, 1987; Elias, 2001). Empreendedor e industrial bem sucedido, Byington Jr. foi proprietário da rádio Cruzeiro do Sul em São Paulo e da Casa Byington & Co., especializada em importação e comércio de aparelhagem elétrica e radiofônica, distribuidora dos aparelhos RCA e representante da Columbia Broadcasting no Brasil. Dono de quatro emissoras de rádio, duas em São Paulo e duas no Rio de Janeiro, criou a “Rede Verde- Amarela”, nos anos 30. Criou uma gravadora de discos, origem do selo Continental, e a empresa de cinema Sonofilms, em São Paulo e depois no Rio de Janeiro, que produziu 29 filmes de sucesso, entre 1931 a 1940. Esteve exilado em 1932, por ter participado da Revolução Constitucionalista. Atuou igualmente na negociação de terras no Paraná. O colégio estadual de Maringá, PR, recebeu seu nome.



Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.