FERRI, João Batista

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N. São Paulo, SP, 6.6.1896. F. São Paulo, SP, 3.2.1979. Escultor. Apesar de não ser piracicabano, ligou-se fortemente a Piracicaba, mantendo estreitos laços de amizade com artistas locais e com figuras expressivas da sociedade piracicabana. Era menino quando começou a freqüentar o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Estudou depois na Itália, de 1913 a 1917, na Escola de Artes Barolo (Piemonte) e na Academia Brera de Belas Artes (Milão). Entre 1923 e 1925 voltou a viver e trabalhar em solo italiano, tendo feito nessa ocasião três monumentos aos mortos da I Guerra Mundial e participado em 1924 da Quadrienal de Milão. Foi professor de modelagem entre 1937 e 1942, na Escola de Belas Artes em São Paulo. Vários logradouros públicos da capital paulista e de cidades do interior ganharam esculturas criadas por Ferri. Além disso, há peças de sua autoria em coleções particulares do país e do exterior, assim como em museus, como o Museu Nacional de Belas Artes e a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Por volta de 1942-43 expôs no Teatro Santo Estevão de Piracicaba. Ganhou numerosos prêmios, entre os quais os seguintes: Medalha de Ouro (1941) e Prêmio de Viagem ao País (1960), do Salão Nacional de Belas Artes; Grande Medalha de Ouro (1947) do Salão Paulista de Belas Artes, Grande Medalha de Ouro (1947) do Salão Paulista de Belas Artes e vários prêmios em dinheiro e aquisições, do Governo do Estado de São Paulo, da Assembléia Legislativa do Estado e da Prefeitura Municipal paulistana; Medalha de Prata (1951) do Salão Paulista de Belas Artes; Primeiro Prêmio de Escultura, do Salão Internacional de Belas Artes do Museu de Valparaiso, Chile, 1951; Primeiro Prêmio (1952) do Salão Rio-pardense de Belas Artes; Primeiro Prêmio (1960) e Medalha de Ouro (1971) do Salão de Belas Artes de Piracicaba. Cerca de três dezenas de obras de sua autoria foram expostas em 1978 no Museu de Artes de São Paulo. Ferri fez parte de várias comissões organizadoras, de seleção e premiação no país, inclusive no Salão de Belas Artes de Piracicaba. Três de suas mais belas esculturas acham-se em locais públicos na capital paulista: o “Índio Caçador” (rua Vieira de Carvalho, centro), “Guanabara” (vale do Anhangabaú) e “Tempo” (Cemitério do Araçá, área lateral). Outra magnífica escultura, “Bacante”, encontra-se no Orquidário da cidade de Santos, SP (Mello, 1999).



Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.