BOARETTO, Gherardo Arturo (Fernando)

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Agricultor. N. Gavello, Rovigo, Itália, 17.5.1881. F. séc. 20. C.c. Virginia Marangoni Boaretto. Ff.: Ângela, Carolina, Otílio (Guilherme), Celestina, Antônio, Maria Dileta, Luiz Antônio, Hermenegildo, Zilda, Alcindo, Mafalda. Era filho de Luigi Boaretto, agricultor, e Elisa Rancon, imigrantes italianos que vieram ao Brasil em 1888, juntamente com seus três filhos pequenos, Gherardo Arturo (Fernando), Medardo (Eugênio) e Paolo. Luigi Boaretto figura sob nº 116 na lista de 1904 dos estrangeiros moradores de Piracicaba que não se naturalizaram, cujos nomes são mencionados por Alleoni (2003). Em Bueno e Barata (2000), consta o nome do italiano Pietro Boaretto (n. 1861), que passou por São Paulo em 1888, juntamente com a esposa, dois filhos, e a mãe, Giuditta Boaretto, n. em 1825. Após a chegada em Santos, Luigi e família dirigiram- se à capital do Estado e depois para Itatiba. O filho Gherardo, que, por motivos ignorados, passou a ser chamado de Fernando, casou-se em 1901 em Piracicaba com Virgínia Marangoni. Tiveram onze filhos. Os Boaretto trabalharam inicialmente como empregados de fazenda em Rio das Pedras. Tornaram-se posteriormente proprietários da fazenda São Joaquim, cuja casa construíram, com tijolos que eles próprios fizeram. Empreendedores, industriosos e atilados, passaram a atuar com êxito em Piracicaba em vários campos de atividades, durante o século passado. A marca Boaretto consagrou-se no domínio da aguardente de cana, disputando mercado com outras marcas de sucesso: Tatuzinho (D’Abronzo), Cavalinho (Carmignani), Três Fazendas, Furlan, Bruneli, Zanin etc. (Boaretto, 2003).



Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.