BENENCASE, Germano

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(Séc. 20). N. Americana, SP. F. Americana. Maestro, compositor, professor, lecionou música, piano e violino no Colégio Piracicabano nos anos 40-50. Uma das suas alunas, Selva do Amaral Garcia, lembra que no Colégio dessa época “fazíamos música o dia inteiro, os pianos nunca estavam vazios. E o maestro incentivava a todos, às vezes permanecia atrás do palco, chorando sua viuvez e compondo” (cit. em Elias, 2001). Segundo Elias, Benencase era responsável por parte da agitação cultural no Colégio Piracicabano de meados do século: “um tipo excêntrico, lembrado por muitos pelo amor à música, mas, também, pelo colarinho impecável e pela gravata, que era mantida bastante saliente pelo artifício de colocação de um arame interno... Benencase fez sua arte musical ir muito além de Piracicaba, pois sua principal composição, ‘Piquenique Trágico’, foi gravada pela Orquestra Andreozzi, na Odeon, e ele compôs, também, obras utilizadas como fundo musical em filmes nacionais”. Um seu filho foi igualmente professor de música no Colégio Piracicabano, na segunda metade do século passado. Germano Benencase fez parte da Orquestra Sinfônica de Piracicaba e a partir de 1958 regeu a Orquestra Rizzi, centralizada no Colégio Piracicabano. No rol de suas numerosas composições, boa parte das quais em partituras impressas e gravadas em discos, destacam-se, além da valsa mencionada: “Agonia lenta”, gravada pelo grupo Pixinguinha (Odeon, 1919); “Angelina”, gravada pela Orquestra Andreozzi (Odeon, 1919); “Aniversário fatal”; “Coração de ferro”; “Dilúvio de dores”; “Divina”; “Espinhos de minha vida”; “Lamentações”, com letra de Benedito de Almeida Jr. (v.); “No turbilhão da vida”; “Saudades de meu filho”; “Soou a hora de extinguir-se o nosso amor”; “Triste”; “A valsa da morte”; “Voar para a morte”. A valsa “Piquenique trágico” foi gravada em 1995 no CD Warner “Dose dupla”, com Alberto Calçada. Após aposentar-se, mudou-se em definitivo para Americana. Lulu Benencase, seu irmão, foi poeta e ator famoso no rádio e no palco paulistanos, entre 1930 e 1960, no gênero caipira, responsável, durante muitos anos, pelo programa “Festa na Roça”, na rádio Tupi.



Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.