BARROS, Luiz António de Souza

De IHGP
Ir para: navegação, pesquisa

. N. Itu, SP, 23.9.1809. F. São Paulo, SP, 9.3.1887. Comendador, fazendeiro, dignitário da Ordem da Rosa e Cavaleiro da Ordem de Cristo. C. 1as núpcias c. sua sobrinha Ilídia Mafalda de Rezende Souza Barros, f. do marquês de Valença, Estevão Ribeiro de Rezende, tiveram dez filhos; 2as núpcias, c. Felicíssima de Almeida Campos, dez filhos. Era filho do Brigadeiro Luiz António de Souza e Queiroz (1760-1819) (v.) e neto, pelo lado materno, de bandeirante que fez fortuna em Mato Grosso. Eram seus irmãos Ilídia Mafalda de Souza Queiroz, esposa de Estevão Ribeiro de Rezende, marquês de Valença, pais do Barão de Rezende (v.); Vicente de Souza Queiroz, barão de Limeira, c.c. Francisca de Paula Souza, pais de Luiz Vicente de Souza Queiroz (v.); Francisca Miquelina de Souza Queiroz, c.c. Francisco Inácio de Souza Queiroz; Francisco António de Souza Queiroz, barão de Souza Queiroz e senador do Império, c.c. Antónia Eufrosina Vergueiro, f. Nicolau Pereira de Campos Vergueiro (v.); e Maria Inocência de Souza Queiroz. O comendador Souza Barros foi pai da memorialista Maria Pais de Barros (v.). Ele, a esposa e as filhas se converteram ao protestantismo nos anos oitenta, passando a pertencer à Igreja Presbiteriana (Léonard, 1963). “Um dos senhores de engenho e fazendeiros de café de maior prestígio em Piracicaba” (Elias Netto, 2003), eram de sua propriedade na região piracicabana as fazendas Corumbataí e São Luís, bem como outras fazendas no interior do Estado. Em fins de 1852 criou em Constituição a colônia de São Lourenço, que em 1855 reunia 225 alemães, 62 suíços franceses, 5 portugueses e 20 brasileiros (Guerrini, 1970). Plantou chá em São Lourenço, utilizando trabalhadores chineses. “E, compreendendo que a abolição chegaria a qualquer momento”, paulatinamente deu liberdade aos seus escravos, o que não impediu que de vez em quando alguns se revoltassem, recusando-se a trabalhar (Torres, 1968). De acordo com Torres, o Taquaral, em Piracicaba, foi o engenho predileto desse “senhor de vários engenhos” e o sítio do Barreiro, nas vizinhanças deste, a sua fazenda de criação de gado. Como um dos herdeiros das terras e propriedades do pai, foi dono de uma grande chácara da então rua São João, na capital, loteada e convertida em ruas, praças, alamedas e largos. A autora citada salienta que, “lavrador de café e senhor de engenho de amplos recursos”, Sousa Barros “pôde introduzir em suas fazendas as últimas novidades da técnica, utilizando, ao lado do braço livre do imigrante europeu, o arado, a máquina a vapor, o descaroçador de algodão”. Estendeu suas atividades a outros setores e foi também político, agindo discretamente, o que não o impediu de tomar “parte ativa nas reuniões do Partido Liberal, realizadas, muitas vezes, na sua própria casa”. Após seu falecimento, o que ainda restava do Taquaral, de que foi proprietário, acabou sendo vendido por apenas 60 contos de réis (Torres, op. cit.). Existe uma rua Luiz António de Souza Barros no Jardim Estoril, próximo ao rio Piracicaba.


Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.