BARROS, Leonel Vaz de (Leo Vaz)

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Professor, jornalista, escritor. N. Capivari, SP, 6.6.1890. F. São Paulo, SP, 5.3.1973. C.c. Isaura de Oliveira Santos, f. 20.8.1980. F.: Elza. Descendente de troncos quatrocentões, era filho do coronel Joaquim Fernando Paes de Barros e sua terceira esposa, Filomena Vaz de Melo. Neto do tenente Fernando Paes de Barros, fazendeiro em Itu e em Capivari, SP. A família mudou-se para Piracicaba em 1892. Por volta dos dez anos de idade, o menino cursou na capital paulista a Escola Americana (Mackenzie). Estudou também no Ateneu Jauense, em Jaú, SP. Retornou a Piracicaba, diplomando-se como professor normalista pela Escola Complementar em 1911. Nessa época, fez com seu primo Breno Ferraz do Amaral (v.) o semanário “Noiva da Colina”, impresso na tipografia Meira, à rua Prudente de Moraes, que publicava colaborações dos alunos e ex-alunos da Escola Complementar. Atuou no magistério entre 1914 e 1923 em Itápolis, SP, e na Escola Normal da Praça da República, na Capital. Foi bibliotecário, inicialmente na Faculdade de Direito do Largo São Francisco e depois na Assembléia Legislativa do Estado, a partir de 1934. Como jornalista, começou escrevendo para jornais piracicabanos, de Santa Bárbara, Rio Claro, Jaú e Amparo. Em 1918 estreou no jornal “O Estado de S. Paulo” e em 1921, com vários companheiros de redação neste, foi um dos fundadores e responsáveis por um novo jornal, a “Folha da Noite”. Participou igualmente da criação e da redação do “Diário da Noite” (1925). Monteiro Lobato incumbiu-o da supervisão da “Revista do Brasil”. Nunca deixou, todavia, de pertencer ao grupo de redatores de “O Estado de S. Paulo”, onde começou como repórter, ocupando depois os cargos de redator-chefe e diretor, até aposentar- se em 1951. Com a morte de Martim Francisco Ribeiro de Andrada (Neto) em 1927, Leo Vaz foi eleito para ocupar sua cadeira na Academia Paulista de Letras. Pouco antes do falecimento, Leo Vaz voltou a residir por algum tempo em Piracicaba, na rua Boa Morte. Apontado por Sérgio Milliet como “um dos escritores mais elegantes de nosso tempo” e por Sud Mennucci (v.) como “êmulo e par com Machado de Assis”, consagrou-se como romancista com a publicação de “O professor Jeremias” (1920), tendo publicado depois o livro de contos “Ritinha e outros casos” (1921), o romance “O burrico Lúcio” (1951) e o livro de crônicas “Páginas vadias” (1957). Além do pseudônimo Leo Vaz, usou igualmente o de Diágoras em seus escritos.


Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.