BARROS, Eulália Pinto de

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de (Séc. 19). Professora de primeiras letras. Em artigo sobre o ensino elementar em Piracicaba nos tempos do Império, Ayres (1952) menciona-a, assim como os professores particulares José Romão Leite Prestes (v.), José Firmínio de Almeida Leite, Francisco José Miguel Wey, Lourenço Leite de Cerqueira, Justino Zeferino da Conceição, António Mestre, Policarpo do Amaral Gurgel, Nhonhô Guimarães. Mais tarde, surgiram as escolas de Galvão de Moura Lacerda, Theodoro Huffenbächer, d. Sofia, padre João Lopes, d. Rita Lacerda, d. Eulália Pinto de Barros, Augusto Castanho e d. Francisca Elisa da Silva. De acordo com Salum (1987), a primeira escola piracicabana, fundada em 1826, teve como professor Joaquim Floriano Leite, que nela se manteve por poucos dias, seguindo-se os profs. Manoel Morato de Carvalho e Vicente do Amaral Gurgel. Outro pioneiro do ensino elementar em Piracicaba foi o pe. José Maria de Oliveira, igualmente secretário e coadjutor da Matriz. Vieram depois o prof. Ricardo Leão Sabino e seu substituto, João Morato do Canto, assim como o pe. Francisco de Assis Pinto Castro, que lecionou latim e francês e se aposentou em 1858, e Ermelinda Rosa de Toledo (1858). Em 1860 havia em Piracicaba duas escolas masculinas, com mais de 200 alunos, e uma classe feminina, com 42 alunas. No “Almanak da Província de São Paulo” de Luné e Fonseca (1873), são mencionados como professores particulares de instrução pública em Piracicaba os seguintes: d. Ana Joaquina de Aguiar, Francisco José Miguel Wey, Joaquim Augusto do Amaral e José de Almeida Leite. Às vésperas da República, ministraram ensino particular às crianças os profs. Antônio Sardenberg, Pedro Arribot, Jacques Wolf, Tristão Mariano, Faria Tavares, Adriano Boucault e José de Azurara. No regime republicano, as escolas de ensino elementar expandiram-se pela cidade, contando entre estas o Colégio Rosa, de Luiz Felipe da Rosa, posteriormente Colégio Ipiranga, sob a direção de Augusto Salgado, e a Escola Perseverança, no palacete do Barão de Rezende, na esquina da rua São José com a rua Alferes José Caetano. Lecionavam em Piracicaba em 1892, segundo Vitti (1966), os professores França, d. Zulmira, Arantes, Cotrim, d. Fausta, d. Hermínia, Sandenberg, Castanho e d. Francisca da Silva. Achavam-se em funcionamento em Piracicaba, durante o ano de 1894, três colégios: Assunção, Rosa e Piracicabano (Neme, 1936). Em 1897 deu-se a inauguração solene do Grupo Escolar Piracicaba, à rua do Comércio, hoje Barão do Rio Branco, um dos primeiros surgidos no interior do Estado. Em fins do século, funcionavam as escolas dos profs. Zulmira Ferreira do Valle, à rua Direita (atual Moraes Barros); Francisca Elisa da Silva, à rua Direita, perto do rio; Isabel Vaz Pinto, à rua Treze de Maio; Eulália Pinto de Barros, à rua Direita; Jacinto Antenor da Silva Mello, à rua Piracicaba (hoje Voluntários de Piracicaba), tendo como adjunta a profa. Otávia de Mello; João Boaventura Pedreira, à rua do Comércio (Governador Pedro de Toledo); Tristão Mariano, externato e internato, no qual colaborava a profa. Clara da Costa; Azevedo, r. São João; Artur Madeira, escola noturna para adultos, tendo como auxiliar o prof. Felippe de Angelis; escola noturna municipal do prof. Jacinto Antenor da Silva Mello, mantida pela Câmara Municipal em uma das suas salas; “Scuola Italiana Umberto I”, do prof. Guglielmo Tagneri, à rua Direita; Escola Luiz de Queiroz, à rua Luiz de Queiroz, sob a direção do capitão Justino Martins de Faria e tendo como auxiliar Adolpho Carvalho, mantida pela Fábrica de Tecidos e destinada aos pessoal desta; Escola Fluminense, à rua Luiz de Queiroz, dirigida por Sérgio André Joaquim Pinto; escola da Sociedade Equalitária Instrutiva, para crianças negras, dirigida por Joviniano Pinto, à rua Treze de Maio; Colégio Perseverança, à rua São José, dirigido por Adelina Ferreira da Silva; Colégio da Assunção de Nossa Senhora, sob a direção das Irmãs de São José; Colégio Piracicabano, dirigido pela profa. Lilly Ann Stradley; Escola do Sagrado Coração de Jesus, mantida pelos Capuchinhos, sendo frei Daniel seu diretor, com a ajuda de freis Celestino e Boaventura; Instrução primária do Asilo de Órfãs do Coração de Jesus, sob a direção de Antónia Martins de Macedo; Externato Huffenbächer, à rua da Esperança (atual D. Pedro II), dirigido por Guilhermina Huffenbächer; e Colégio Ipiranga (antigo Colégio Rosa), dirigido por Augusto Salgado (Camargo, 1900). Em 1904 foi fundado o Grupo Escolar Moraes Barros, posteriormente EEPSG Moraes Barros. O prof. Policarpo do Amaral (Gurgel) dá nome a uma rua no bairro São Dimas. No Piracicamirim há uma rua denominada Pe. José Maria de Oliveira. Existem diversos outros logradouros na cidade cujas denominações homenageiam professores que exerceram o magistério em Piracicaba no século 19: r. Zulmira Ferreira do Valle, no Jardim Nova Suíça; trav. Isabel Vaz Pinto, no Jardim Nova Suíça; r. Clara da Costa, no Jardim Nova Suíça; r. Artur Madeira, na vila Cristina; av. Adolfo de Carvalho, no Jardim São Luiz; r. Sérgio André Joaquim Pinto, no Jardim Nova Suíça; e r. Joviniano Pinto, no Jardim Nova Suíça. O grupo escolar próximo à rua do Porto, na rua 15 de Novembro, 124, recebeu o nome de Francisca Elisa da Silva. (V. ARANTES, Mário)


Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.