ARRUDA, Manuel Pais de

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N. Itu, SP, ? F. séc. 19. C.c. Maria Leite. Alferes e agricultor. Um dos fundadores de Rio Claro (São João do Rio Claro), em terras que naqueles tempos faziam parte de Piracicaba. De acordo com Penteado (1977), Arruda deixou a família em Araritaguaba (Porto Feliz) e “desceu em companhia de seu genro... o rio Tietê até a confluência do Piracicaba. Por ele, subiu até à povoação do mesmo nome e lá, embrenhando-se pelo sertão, vem adquirir terras nas margens do Ribeirão Claro... Essas terras foram mais tarde vendidas ao Barão de Piracicaba (António Pais de Barros, v.) e constituem hoje a parte leste da cidade de Rio Claro e o horto florestal”. Passou a residir nessas terras, nas quais foram construídas a capela e a casa paroquial do povoado. Arruda doou, como patrimônio de São João Batista, a área em que se situavam, “para edificação da cidade e da igreja definitiva”. Confirmado por carta-patente de d. Pedro I em 1824 no posto de capitão das ordenanças da vila da Constituição, Pais de Arruda foi escolhido e nomeado em 1827 pela câmara de Constituição para ser um dos três juizes de paz do povoado de São João do Rio Claro, convertido nesse mesmo ano em “capela curada”, tendo como companheiros, na condição de juizes, o capitão-mor Estêvão Cardoso Negreiros (v.) e Manoel Afonso de Taborda, genro de Pais de Arruda. Rio Claro converteu-se em freguesia em 1830, em distrito transferido de Constituição para Limeira em 1842, em vila em 1845 e em cidade em 1857, só recebendo a denominação atual em 1905.



Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.