ARRUDA, Manuel Joaquim Pinto de

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(Séc. 18-19). Lavrador e proprietário de terras, alferes e capitão, filho de Carlos Bartolomeu Arruda (v.) e Maria de Meira Siqueira. É mencionado em 1798 por ter sido incumbido por seu pai de chefiar os trabalhos de abertura da picada Piracicaba-Cuiabá, que não chegaram a ser concluídos. Em 1810, quando atuava como inspetor de caminhos em Piracicaba, foi objeto de queixa “por desacato” feita pelo capitão- comandante do distrito, Francisco Franco da Rocha (v.). Tornou-se juiz ordinário (presidente da Câmara) da freguesia em 1824. Em 1828 saiu vitorioso, graças a um voto de desempate do juiz presidente da eleição, na escolha de um juiz ordinário para as freguesias anexas. Foi um dos líderes do grupo denominado “Quarenta Coligados” (v.), de franca oposição à Câmara, com interesse em terras do patrimônio municipal, e partícipe da momentosa questão da demarcação do rossio (perímetro urbano). Elegeram-no juiz de órfãos em 1833, ao instalar- se a vila de São Bento de Araraquara (atual Araraquara, desmembrada de Constituição e transformada em município em 1832). Herdeiro de terras e propriedades paternas, juntamente com sua mãe, foi proprietário de engenho de açúcar local, envolvendo-se desde 1822 nos litígios políticos sérios a respeito da demarcação dos limites das ruas do rossio, “objeto de uma controvérsia sem solução durante quase todo o decorrer do século XIX” (Krähenbühl, 1955). A assinatura de Manuel Joaquim figura no “Auto da ereção da Vila Nova da Constituição”, datado de 10.8.1822, que elevou a localidade à condição de vila (município), bem como no “Auto do levantamento do pelourinho e demarcação do terreno para as casas da câmara, cadeia, casinhas e açougue”, na mesma data (Neme, 1943; Guerrini, 1970).



Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.