ARRUDA, Fernando Ferraz de (Nhonhô)

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N. Piracicaba, 1825. F. Piracicaba, 2.11.1889. Fazendeiro, major, vereador. Fez parte da Câmara Municipal empossada a 7.1.1865, sob a presidência de Prudente de Moraes e foi novamente vereador de 1881 a 1884. Aparece como um dos donos de engenhos de açúcar de Constituição, em lista preparada pela Câmara em janeiro de 1861 sobre os proprietários de estabelecimentos agrícolas, industriais e comerciais. Em 1873 figurava no “Almanak da Província de São Paulo” como ajudante de ordens do 12º Batalhão de Infantaria da ativa, com sede em Constituição. Um documento da Câmara, datado de fevereiro de 1876, menciona-o, juntamente com Raimundo da Silva Coelho, como proprietários das “terras das fazendas do Milhã”, vizinhas da fazenda de Fernando Alves Bonilha, “no bairro das Pederneiras”, fazenda assim denominada em virtude da abundância de capim milhã no local, inicialmente pertencente a Tietê e transferida para a cidade de Constituição por lei provincial que data do mesmo ano. Em 1867, Arruda fez na fazenda Milhã, com 500 alqueires, na região de Saltinho, a primeira plantação extensa e regular de café para exportação. Em 1882, juntamente com o pe. Francisco Galvão Pais de Barros (v.), adquiriu dos herdeiros de Miguel Arcanjo Benício Dutra (v.) o terreno à frente do Colégio Assunção e da Igreja da Boa Morte. Posteriormente, o terreno foi desapropriado, para ser convertido em logradouro público. Em 1883 foi provedor eleito da Santa Casa de Misericórdia de Piracicaba. Seu nome está na lista dos primeiros 25 membros da irmandade da Santa Casa, considerados ilustres pelo mérito dos serviços prestados à instituição. Nardy Filho (em Krähenbühl, 1955) refere-se ao “grande sobrado da esquina do Nhonhô Fernando”, no largo da Matriz (hoje Praça da Catedral), “em cujos baixos o Zé Bento abriu a sua loja A Bon Marché “. Piracicaba deu seu nome a uma das ruas de Santa Terezinha.



Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.