ANTUNES, David

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Bancário, escritor. Pseudônimo: Iago Joé. N. Santa Branca, SP, 4.12.1891, f. Campinas, SP, 19.11.1969. C. c. Ida (Tita) de Moraes Barros Antunes, piracicabana de nascimento e sobrinha de Prudente de Moraes. Quando pequeno, residiu com a família em Jaú, onde posteriormente trabalhou como comerciário. Em 1914-15 estudou na Academia de Comércio de Juiz de Fora, MG. Mudou-se mais tarde para o Rio de Janeiro, tendo sido auxiliar de obras do porto da capital federal. Em 1916 ingressou, por concurso, no Banco do Brasil, fazendo carreira. Com a criação da agência do Banco do Brasil em Piracicaba, passou a atuar nesta no posto de primeiro contador. Ocupou a gerência de agências do Banco em várias cidades, como Campinas, Pirassununga e Piracicaba, aposentando-se em 1947 como inspetor de bancos. Aqui residiu de 1947 a 1958. Com a morte da esposa, transferiu residência para Campinas, sem, no entanto, perder contato com Piracicaba, sua terra de adoção, onde teve inúmeros amigos. Foi secretário do 1º Salão de Belas Artes de Piracicaba em 1953 e presidiu o 3° Salão, em 1955. Sua estréia literária deu-se em 1920 com a novela “Gente Moça”, escrita no Rio Grande do Sul e publicada anos depois na revista paulistana “Feira Literária”. Em 1924 teve um conto, “A mais bela”, saído na conceituada “Revista do Brasil”, dirigida por Monteiro Lobato e Paulo Prado, em cujo final escreveu: “Piracicaba, 16.10.1923”. Seu primeiro romance, “Bagunça”, surgiu em 1932 e teve quatro edições. Vieram depois os romances “Incenso e Pólvora” (1937), que tem por fundo a Revolução Constitucionalista de 1932, “Caminhos Perdidos” (1940), “Briguela” (1945), “Lagoa Verde” (1947), “Obsessão” (1956) e “O Pastor e as Cabras” (1968); o ensaio “A Face Trágica da Arte” (1952) e a novela histórica “Piracicaba”, editada em 1956, cuja trama se passa em fins do século dezenove. Contribuiu, além disso, com freqüentes colaborações em jornais e revistas do país. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e da Academia Campinense de Letras. Piracicaba homenageou-o em 1961 com a inauguração do seu retrato, na abertura do 9º Salão de Belas Artes, e com o título de Cidadão Piracicabano, que lhe foi concedido em 1965. Uma rua na Vila Monteiro, do Cemitério da Saudade, tem seu nome.



Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.