AMARO E OUTROS INDÍGENAS

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(Séc. 18). O primeiro recenseamento piracicabano de que se tem notícia, realizado em 1775, menciona os nomes de onze índios carijós e seus familiares, moradores da povoação: (1) Amaro, viúvo, com 70 anos e com cinco agregados; (2) Antônio Cardoso, 60 anos, que vivia com sua mulher Ana Maria, 40 anos, e seus sete filhos; (3) Antônio de Pontes, 20 anos e sua mulher, Gertrudes, 19 anos, com sete agregados; (4) Antônio Leite [Paes], 50 anos, vivendo com a mulher, Inácia, de 40 anos, e quatro filhos; (5) Josefa Leme, 60 anos, com cinco filhos; (6) Maria de Souza, 50 anos, duas filhas; (7) Manuel de Pontes, 50 anos, sua mulher Rita, 40 anos, e um filho; (8) Martinho de Pontes, 40 anos, e sua mulher Sebastiana, 42 anos; (9) Pelônia, viúva, 40 anos, com 4 filhos e 5 agregados; (10) Santiago, 40 anos, sua mulher Elena, 25 anos, e 5 filhos; (11) Vitorino, 50 anos, com sua mulher Francisca, 40 anos, e três filhos (Neme, 1974). A fonte aqui citada fornece dados adicionais sobre o montante da produção agrícola desses indígenas, que seriam “índios acaboclados”, em termos de alqueires de milho, feijão e arroz e arrobas de algodão. Aparece em todos os casos, no recenseamento, a ressalva “vive a favor”, não lhes sendo, por tanto, assegurada a posse dos lotes em que os carijós moravam e produziam. Além dos carijós, figura na relação do censo de 1775 um único indígena tape, povo da língua tupi: Cristóvão da Cunha, com 40 anos, juntamente com sua mulher Luzia, de 25 anos, e três filhos.



Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.