ABREU, Bartolomeu Pais de

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. N. S. Sebastião, SP, 1674. Bandeirante, oficial da milícia e capitão-general, exerceu em sua cidade natal, muito jovem, o cargo de capitão de ordenanças durante sete anos. Mudou-se para a vila de São Paulo, foi juiz ordinário e desde o início do descobrimento do ouro em Minas Gerais foi um dos participantes mais atuantes do movimento das entradas. Amaral (1980) assinala que ele devassou os sertões do sul mineiro e explorou as regiões de Curitiba e do sul do Iguaçu, chegando até o Rio Grande do Sul. Abriu larga estrada, que ia de Sorocaba à barranca do rio Paraná. Mudou-se para o sul de Mato Grosso e explorou a região de Cuiabá. Inspirou e organizou em 1722 a bandeira de Bartolomeu Bueno da Silva, o moço, o segundo Anhanguera. Propôs ao governo da Capitania de São Paulo a retomada do caminho primitivo à mineração de Cuiabá, que passava por “matas e alagados, morros e chapadões”, junto aos rios Tietê e Piracicaba. O rei de Portugal indeferiu seus sucessivos pedidos nesse sentido, “provavelmente porque o monarca lusitano, sabendo das exigências [de Abreu], que queria participar do ouro arrecadado, pôs solene pedra tumular sobre o caso. A questão arrastou-se por algum tempo, mas o ponto final foi esse” (Guerrini, 1982). A abertura de um caminho por terra de São Paulo às minas de Cuiabá, passando, provavelmente, por Piracicaba, foi igualmente solicitada por Manoel Godinho de Lara e seus sócios (1722) e pelo sargento-mor Luiz Pedroso de Barros (1724) (v.). De acordo com Guerrini (1970), “o caminho para as minas de Cuiabá foi iniciado por Manoel Godinho de Lara e seus sócios, mas concluído por Luiz Pedroso de Barros. Ao que tudo indica, foi o traçado deste sertanista que incluiu a paragem de Piracicaba”. Perseguido pelo governador de São Paulo, Antônio da Silva Caldeira Pimentel (1727-1732), que A. Taunay qualifica como o mais “cínico, imoral e prepotente dos governantes”, Pais de Abreu esteve aprisionado na fortaleza de Santos, mas acabou sendo absolvido das acusações que lhe faziam.


Pfromm Netto, Samuel, 1932-2012. Dicionário de Piracicabanos / Samuel Pfromm Netto. — 1. ed. — São Paulo : PNA, 2013.